A FORTALEZA

Uma das maiores e mais bem preservadas do Mundo

Palco de diversas batalhas, a Fortaleza de Valença do Minho, designada como “jóia da arquitetura militar mundial”, é constituída por três níveis de defesa estendidos ao longo de 5.5 km. Este monumento nacional e mundial, apresenta atualmente, um núcleo urbano delimitado por dois recintos distintos: o Recinto Magistral e a Coroada.

Ainda na primeira Dinastia, D. Sancho I elevou dois fatores principais para a adoção deste, como um estilo de construção defensivo permanente: a vigia – foco de destaque – e a via de peregrinação, sendo este um local de passagem assíduo de peregrinos e viajantes de toda a Península Ibérica, rumo ao túmulo de Santiago de Compostela.

O núcleo desta edificação, inicialmente de cariz mais urbano, era o local onde se encontrava sediado todo o poder político e militar, bem como os edifícios e serviços de maior destaque. As suas funções a nível social, cultural e económico vieram a alterar-se progressivamente ao longo dos séculos, atenuando a sua relação direta com o exclusivo papel de vigia e de defesa iniciais.

Em 1962, a cargo de D. Afonso III, Contrasta, região assim conhecida até então, muda de nome para Valença e o seu sistema militar é reformado, no intuito de reavivar o dinamismo da região, sendo toda a população abrangida pelas muralhas. Até ao início do século XVIII, Valença era a mais importante Praça-Forte do Minho e uma das mais importantes de toda a linha fronteiriça de Portugal.

A sua localização geoestratégica mantém-se ainda hoje privilegiada, formando parte da forte relação galaico-minhota, com a vizinha cidade de Tui: a Eurocidade. Esta parceria surgiu a pensar nos benefícios para ambas as regiões, focando-se no turismo e partilha de espaços públicos, revelando-se assim, um grande exemplo de cooperação na Península Ibérica.
Atualmente, a Fortaleza rege-se quase exclusivamente do turismo e comércio local, onde é vista como o maior centro comercial ao ar livre na região.

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