VALENÇA DO MINHO

A história por trás da cidade

Valença do Minho, região convertida em herança cultural de forte caráter histórico pela sua Fortaleza, candidata a Património da Humanidade pela UNESCO, apresenta vestígios arqueológicos que comprovam a sua habitabilidade numa ocupação remota. A origem desta descoberta remonta ao período mais antigo e mais longo da história humana – o Paleolítico – de onde veio a evoluir até ao período que definiu a imagem de Valença, pela edificação de uma das mais importantes construções militares de sempre.

A conciliação da sua localização adjacente ao Rio Minho com uma visão estratégica e singular sobre a linha de fronteira, permitiu ao Império Romano definir a conceção de pequenas fortalezas, os Castelli, de máximo exemplo, o Castellum.

Fundado como Contrasta no início do século XIII pelo Condado Portucalense, este audacioso projeto de fortificação tornou-se num marco por excelência, da arquitetura e das técnicas de construção militares, mundiais.

A melhor representação de todo este desenvolvimento histórico é o brasão do município. Desde a elevação de Valença a cidade, em Junho de 2009, a coroa mural representada no topo deste, é constituída por cinco torres, indicativo desta evolução. Os principais símbolos enquadrados no brasão são o Castelo, representante da caracterização agrícola local, a Ponte, símbolo da ligação direta entre Valença e Espanha e por último, a Lua e o Sol, representantes da vigia constante, noite e dia.

Valença é também berço do primeiro Santo português, por primazia, padroeiro da região: São Teotónio. Assim como este se tornou num dos peregrinos a caminho da Terra Santa, a rota dos Caminhos de Santiago, traz também ela, peregrinos de todo o mundo que por aqui passam, rumo ao túmulo de Santiago de Compostela, reconhecido como o 3º lugar santo do Cristianismo após Jerusalém e Roma.