HISTÓRIA

Diário do Minho, 30 de Junho de 2019

A casa onde nasceu o Coronel Porfírio Hipólito Azevedo da Fonseca está situada na Travessa do Cantinho, no recinto da Coroada, que é o conjunto mais recente de toda Fortaleza de Valença do Minho, sendo hoje um hostel. Aqui viveu a família de um dos ilustres militares de Portugal que esteve na Primeira Grande Guerra Mundial, entre outros grandes feitos que lhe deram direito a várias condecorações e reconhecimentos. Trata-se de uma habitação que não sabemos quando terá sido edificada, sendo certo que será sempre posterior a 1770, ano em que o recinto da Coroada foi concluído. A Coroada, explicam Luís Fontes e Belisa Vilar, no livro “Guia da Fortaleza de Valença”, foi projectada «para assegurar a defesa de Valença, ocupando o outeiro mais elevado a sul da vila». «Com esta implantação exterior, pretendia-se instalar as forças militares separadamente no núcleo habitado pela população civil e garantir uma melhor defesa da vila, pois cobria o acesso sul, o mais vulnerável», acrescentam o dois arqueólogos. Ainda segundo realçam, as obras da Coroada iniciaram-se por volta de 1661 e terminaram em 1770. Não muito longe da casa onde nasceu o militar, está a capela do Bom Jesus, que foi aberta ao culto também em 1770. Servem, então estas datas para nos ajudar a localizar a edificação da casa que visitamos e que pertenceu aos pais do Coronel Porfírio Hipólito Azevedo da Fonseca. Por estas cronologias podemos dizer que a casa será, muito provavelmente, dos finais do século XVIII princípios do século XIX. Trata-se de uma habitação composta por rés-do-chão e primeiro andar, toda feita em granito, actualmente com reboco exterior. Neste momento, a casa serve de hostel, tendo, por isso, sido alvo de obras que, pelo que se pode depreender, não alteraram o seu exterior. Assim, podemos admitir que a casa, no seu essencial, deverá manter o seu aspecto primitivo, denotando-se, por exemplo, antiguidade na escadaria em granito que dá acesso ao primeiro andar. No interior, apesar de não termos entrado, admitimos, pelas fotografia as que são públicas, que tenha havido obras que modernizaram, e bem, os espaços, valorizando a ideia de uma estadia ecológica.

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